TADINHOS DOS ANJOS DA GUARDA NO BRASIL

Livro de Poesia, 2017

TADINHOS DOS ANJOS DA GUARDA NO BRASIL

Marcelino Rodriguez

Para sermos espiritualmente educados, temos que desenvolver certas características no caráter, tais como doçura, sensibilidade, paciência, intuição e misericórdia.
A mente humana e a educação laica, por si só, não nos dão essas características todas, salvo milagres . A educação laica considera que o ser humano já é alguém pronto, bastando apenas melhorá-lo um pouquinho. A falta de educação espiritual é a maior causa da violência moderna.
Esses dias, li no jornal El pais, num artigo do jornalista Juan Arias, que um apresentador de televisão, responsável por falar para uma massa incalculável de pessoas , debochou ferozmente da existência do anjo da guarda, usando palavras chulas.
O apresentador é parte de uma sociedade massivamente ignorante, educada sem cultura, sem conhecimento do sagrado, que nada tem a ver com essa ou aquela crença, incapaz de respeitar um anjo.
Infelizmente, apenas 1,5 por cento da população sabe falar com seu anjo da guarda, através de sua oração tradicional. Oremos pelo apresentador que forma opinião e, mais ainda, por quem acredita que ele é inteligente.
Quem acredita em Jesus Cristo tem que , forçosamente, acreditar nos anjos. Ou o apresentador desconhece “ a tentação do deserto?”. Faz tempo escrevi que ,no Brasil, até anjo apanha. Ainda tá valendo.

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O POVO DO LADO NEGRO

O POVO DO LADO NEGRO

Marcelino Rodriguez

A grande armadilha que pode pegar desprevenidos aqueles que não tiveram boa formação na infância, ou seja, que não leram contos de fadas suficiente, é não identificar o lobo mau nas pessoas que buscam “sabedoria mental” e não saem dessa esfera.
Os sábios verdadeiros não são pessoas que fazem discursos sobre o coração. Tampouco falam em solidariedade da boca pra fora. Ou dão ares de erudição pedante. Palavras bonitas não são verdadeiras, diz o Tao, a não ser em alguns casos, quando se trata de alguns poetas iluminados falando.
Na verdade, o povo do lado negro , em geral, estão querendo mostrar que são do lado da luz e entram de penetras nas escolas de cavaleiros. Em geral , tomam o lugar dos mestres, que nessas alturas, já saíram pelas portas dos fundos.
O povo da luz, discreto e reservado, em geral só aparece quando o sol os revelam, porque eles parecem bastante tolos aos olhos do mundo: “eis que vos mando como cordeiros no meio dos lobos”, disse o Messias.
Quem ama Deus pratica o amor, não filosofias.

 

O SAGRADO PERDIDO DA IGREJA

Quem não tem uma compreensão espiritual da vida, pensa que todas as coisas que acontecem no plano terreno são obras apenas da humanidade. Hoje, ao nos depararmos com o estado do mundo degenerado, nos perguntamos: o que aconteceu? Onde foi que se perdeu o sentido? O que são todas essas aberrações, que estamos vendo e sofrendo?

A grande perda que a humanidade sofreu foram os valores místicos da igreja. Sua espiritualidade. Estou falando aqui da igreja católica e das protestantes esclarecidas, não das igrejas de espetáculos e que funcionam também como um lugar onde se pede coisas. As igrejas se transformaram, a maioria, em mercados e a alma humana, claro, se tornou mercenária também nessa área.

Que valores místicos? A delicadeza, o respeito ao outro, aos símbolos, a reverência ao silêncio e o respeito ao sobrenatural. Só no deserto Jesus, que nunca foi um popstar, passou quarenta dias. O que os seres trevosos fizeram foi fazer parte da humanidade – parte grande – acreditar que todos aqueles santos e anjos e símbolos nada são e criaram esse relativismo atual onde nada é.

A humanidade precisa mais da igreja do que de dinheiro. As igrejas precisam mais de oração e estudo do que de shows. O caminho da alma humana não é, necessariamente, um caminho de entretenimento. O jogo espiritual é duro. O mais mortal dos combates.

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A MULHER DO NINJA

A MULHER DO NINJA

Marcelino Rodriguez

Natanael ficava bastante curioso de saber como o seu mestre, o Ninja, vivia com Madalena trinta anos numa harmonia que parecia que o casal havia treinado por séculos. Um dia, aproveitando que o Ninja tinha se dado ao luxo de tomar uma chandon a mais, resolveu descobrir o segredo do casal...
— Mestre, posso perguntar uma coisa?
— Pode, gafanhoto.
— A dona Madalena nunca discutiu com o senhor?
— Uma única vez, para me pedir em casamento. Não tive escolha.
— Como assim, mestre?
— Madalena passou comigo fome, frio, calor, duas guerras mundiais, balas perdidas, seqüestros, inundações, terremotos, ameaça de apocalipses, pesadelos, falências e um dia, duas semanas após eu ganhar minha fortuna como Ninja Maior, ela me chamou para discutir relação, trazendo uma dessas chandons que você me vê bebendo hoje. Lembro bem: era uma noite de lua cheia. Foi quando ela disse:
— Amor, vamos discutir a relação?
— Tá bom, amor, pode dizer onde eu assino – foi tudo que eu disse, gafanhoto. Madalena também é da raça das Ninjas.

NOVA APRESENTAÇÃO DE AMERICA, PAIXÃO IMORTAL

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APRESENTAÇÃO DO AMIGO PAULO CESAR PARA A 3 EDIÇÃO DO LIVRO “AMERICA, PAIXÃO IMORTAL”
” Torcer pelo America vai muito além da bola, do jogo, e muito mais além dos resultados…
Torcer pelo America seria como se recusar a tirar da memória aquele mesmo aroma antigo das ruas e calçadas cariocas, e respirá-lo, e ao ver o time entrando em campo sentir a mesma felicidade de bater bola no terreno baldio ao lado, como fazíamos antigamente, com as pipas cruzando o céu sobre as nossas cabeças, nas encaloradas porém sempre agradáveis tardes suburbanas…, atmosfera de plácidos cenários que não existem mais…
Torcer pelo America é e será para sempre amar a beleza do simples, saborear o passado glorioso como se tivesse sido ontem, e por ele reunir forças para resgatá-lo a qualquer momento…
Torcer pelo America é morrer de saudades do antigo e tão simplório Estádio do Andaraí…
Neste livro, Marcelino retrata exatamente esta maneira de ser, ou seja, um perfil de torcedor que tem apenas no inconsciente a resposta do porquê ser americano, já que materializá-la traduzindo em palavras é algo que se perde em meio a tanto sentimento.
Viajem então nesta fantasia real e tão bem conduzida pelo excelente autor, que mais uma vez
nos brinda e mais uma vez enobrece o nosso querido America Football Club. ”

Paulo Carreira é arquiteto, empresário, torcedor do America e titular da página “America FC do Rio de Janeiro e Suas Histórias Contadas pelos Torcedores”

PREFÁCIO DO LIVRO DE POESIAS “ORAÇÃO AOS ROMÂNTICOS”

  1. Alguém já disse que o poeta toca as estrelas com a imaginação e, com elas, tece uma melodia argêntea que atinge as almas da única forma possível: a inspiração.
    Em “Oração aos Românticos” Marcelino Rodriguez procura produzir esta melodia, por meio de uma série de poemas selecionados. Além disso, resgata o romantismo – tão esquecido nos tempos que correm – que perpassa toda a sua produção, transformando-a em um verdadeiro convite: não à reflexão, mas à comunhão, pois a linguagem do coração não pede ajuda ao intelecto, mas apela para a sensação.
    Sinto que é com essa disposição que o autor convida o leitor a fruir de suas composições. Cada poema é um universo em si mesmo, pronto e acabado para o autor, mas aberto e cheio de possibilidades para o leitor. Onde o trabalho do autor termina, começa o do leitor.
    Foi essa sensação que tive ao ler a obra. Trata-se mesmo de um universo em cada poema, abrindo-se a perspectivas que só dependem da emoção para serem atingidas. Aconselho aos leitores desta obra, tão sensível, a mesma postura: estejam prontos a sentir; não refletir sobre cada poema. Procurem receber a mensagem oculta em cada composição e deixem que a intuição lhes fale como falou a Marcelino.
    Belo, inspirador, singelo e promissor é este livro que, agora, pertence ao mundo. Todo ser humano é um romântico e, portanto, o livro é para todos. Quantos vão responder ao chamado do autor, e quem sabe “orar” com ele, não podemos saber, mas podemos prever que, seguramente, centenas serão despertados naquilo que a raça humana tem de melhor e mais nobre: a força do coração.
    Jamil Salloum Jr.

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O QUE NÃO APRENDEMOS COM JESUS CRISTO

O QUE NÃO APRENDEMOS COM JESUS

Marcelino Rodriguez

Não aprendemos com Jesus quase nada. Essa é a grande verdade. Não aprendemos a grandeza e a gratidão de amar a Deus sobre todas as coisas. Não pensamos em Deus o tanto que deveríamos, senão os nossos problemas conosco e com os outros seriam menores.
Não aprendemos amar ao próximo como a nós mesmos – nossa! Como é difícil perceber que o coração que bate em mim, bate no outro. Que o sangue meu e do meu próximo, independentemente da cor da pele, é vermelho. O que faz de nós todos, pateticamente, iguais e irmãos.
Não aprendemos a rezar direito nem de manhã, nem a tarde, nem a noite. Uma vez ou outra, quando lembramos. Assim, meio bomba. E olhe lá. O Gosto mais geral mesmo é de balada, tóxico, fofoca e coisas superficiais. Oração para o senhor dos mundos, nem pensar!
Não aprendemos a humildade de colocar o interesse dos outros à frente dos nossos, sempre que possível. Estamos sempre nos colocando em primeiro plano. Não aprendemos a arte de lavar os pés e servirmos com amor.
Não aprendemos andar duas léguas, quando nos chamam a andar uma. Quando muito, caminhamos alguns metros com nosso irmão e depois o largamos, com o destino inacabado da ajuda que não demos.
Não aprendemos a dizer ‘sim sim e não não’ e vivemos dizendo uma coisa, sentindo outra e fazendo diferente nas ações das palavras que saem de nossas bocas.
Não lemos a Bíblia como ele lia e citava de cor. Não temos cultura sagrada. Gostamos mesmo é de Cinquenta Tons de Qualquer coisa. Trocamos trigo por joio com frequência.
Não somos delicados como as pombas
Se a gente aprendesse ao menos não tacar pedras e não magoar o coração alheio. Mas queremos matar e perseguir os pecadores, como se nós nunca pecássemos.
Não temos pobreza de Espírito para deixar a voz dos céus falar e trocamos a Inteligência profunda da alma interior, pela vaidade da mente mortal concreta. Acumulamos no mental tesouros inúteis.
A verdade é que Jesus não merece nossa mediocridade. E se ele ainda nos agüenta, depois de tudo que não fazemos e do que fazemos, é porque ele é Jesus, o filho de Deus, e nós, talvez apenas um projeto de salvação a caminho