A MEDIOCRIDADE AMOROSA DE HOJE

POLIAMOROSITAS E VOLÚVEIS, A MEDIOCRIDADE AMOROSA

Marcelino Rodriguez

Conversava dia desses com uma amiga sensível, viúva e bem sucedida, que ficou casada até a morte do marido, sobre o mundo moderno e seu excedente de “príncipes e princesas” que se mostram sedutores e maravilhosos nas redes sociais, e ela me falava que as pessoas estão buscando um grande amor como se busca um produto descartável no shopping e aí vão passando de uma conquista à outra, sendo isso “uma nova forma de sentir” desses tempos miseráveis que vivemos e claro que isso é um novo tipo de loucura, porque para amar alguém é preciso ter amor no coração e o amor verdadeiro é cuidadoso e não se importa de ter trabalho em regar o cotidiano do outro (os egoístas poliamorosos, com certeza, desconhecem esse prazer).

Mas os “paqueradores” modernos são analfabetos do que buscam e por isso, não apenas não encontram o que procuram,  como às vezes encontram e perdem por não saber reconhecer o valor do que acharam.

Os sedutores baratos não querem compromissos. Não querem “perder a liberdade” do donjuanismo. Querem ser admirados e adorados porque são superficiais e não entendem o sagrado coração do outro.

No fim, acabam vazios ,solitários e ferindo os outros, porque não entendem como com tanta oferta pode ocorrer tal fenômeno de eles não “encontrarem o alguém certo”. O caso é que não é descartável quem foi abandonado, mas quem abandona o conquistado.

Existe já, vi outro dia no jornal “El País” , adeptos do “poliamorismo”, com gente pensando em como dar consultoria em “amar várias pessoas ao mesmo tempo”, que é o que querem os devassos  superficiais.  Gente que quer “experimentar” outros corpos. Gente que quer variar de prato. Como se o mundo fosse repleto de “gente interessante”.

No mundo de hoje, antes de você se envolver, procure saber se a pessoa é monogâmica e não vai te trair no primeiro click e com o próximo “pretendente”.

O verdadeiro amor está descrito perfeitamente na carta de São Paulo aos Coríntios: “O amor é paciente, é bondoso; o amor não é invejoso, não é arrogante, não se ensoberbece, não é ambicioso, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda ressentimento pelo mal sofrido, não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. A diferença das pessoas medíocres para as de valor é exatamente que as valorosas adoram compromissos e juramentos. A mediocridade procura banalizar tudo, o amor, a intimidade, o valor do outro.

O verdadeiro amor não é aquele que deita contigo, mas que te leva para o hospital quando você está doente, e desconfio que essa gente “poliamorosa”  da web,sem nenhum moralismo ou preconceito da minha parte, não é capaz das muitas grandezas do amor verdadeiro, tais como fazer sacrifício em benefício do outro.

Quem já desenvolveu a inteligência e ainda não perdeu a noção do sagrado, sabe que na realidade para cada príncipe e princesa que se acha no mundo, existem uma centena de milhares de  sapos. Quem pensa que tem muita gente interessante no mundo ainda não sabe o que é a terra nem os egos. Achar um verdadeiro amor, um verdadeiro amigo, é quase tão fácil quanto ganhar na loteria por aqui.

Quero morrer monogâmico.

Se possível, sem DST. Essa gente volúvel e superficial, no fundo, é gente muito feia e curta das ideias.

Livrai-nos, Senhor, dessa gente irresponsável com o coração alheio.

Janeiro, 2016.

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