POR TRÁS DA CANÇÃO

POR TRÁS DA CANÇÃO

 

Marcelino Rodriguez

 

Quem conhece o Leblon, sabe que quando o mar está agitado, as ondas batem com força, fazendo um barulho que parece dividir o tempo do agora com o tempo mitológico. Como se Deuses e sereias nos estivessem chamando da areia.

Cheguei ao Rio tem poucas horas. Após resolver algumas questões, estou indo conhecer pessoalmente meu parceiro Roberto Lempé, para tratarmos da divulgação da nossa música “Paixão”, que parece que já nasceu um Hit. O Parceiro foi um dos integrantes dos Secos e Molhados, um dos conjuntos mais originais da música popular brasileira nos anos setenta, oitenta.

Roberto me disse que meu poema o emocionou, daí resolveu fazer a canção. Fico encabulado pensando que ele vai me perguntar a história de como é isso de “dividirei contigo o ar, senhora”.  E mais ainda ,  me perguntar sobre a senhora.

“ Sabe, parceiro, a senhora disse que estava deprimida. Então, eu quis cuidar dela. Infelizmente, acho que ela prefere morrer queimada a me visitar, e não sente nenhuma vontade de conversar com o poeta que lhe escreveu uns trinta poemas – poeta esse , além do mais, que poderia levá-la à ilha dos anjos. Infelizmente,  a senhora da canção não liga pra mim, simplesmente não se importa. Quem sabe não é assim parte da vida e da arte, feita de amores insatisfeitos e senhoras frias? “

As ondas do Leblon batem mais forte. O ar frio corta o início da noite. As ondas também , como a canção, parecem dizer  “ eu não te deixaria só, jamais”. Só que dizem para mim, que atravesso sozinho a rua, com o coração puro e magoado, como a lua minguante que parece com preguiça de brilhar de vez. E as ondas continuam batendo, batendo, eu não te deixaria só: jamais. Eu e o mar somos um.images_Brum-Consultoria-imobiliaria_4059_leblon

 

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NOSSA VIDA NOS ANJOS, LANÇAMENTO EM BREVE

ORAÇÃO TRADICIONAL DO ANJO DA GUARDA

Santo Anjo do Senhor, já que a ti me confiou a misericórdia divina, me guia, me protege, me ilunina. Amém.

Falar com nosso anjo da guarda é extremamente simples, desde que acreditemos que ele nos ouve em pensamentos e emoções, quando a ele nos dirigimos. Usando a oração tradicional acima, com freqüência, sentiremos que ele estará sempre ao nosso lado, que ele é parte do todo e de tudo que nos rodeia. A oração, mais do que tudo, nos abre as portas de outras dimensões.

TADINHOS DOS ANJOS DA GUARDA NO BRASIL

Livro de Poesia, 2017

TADINHOS DOS ANJOS DA GUARDA NO BRASIL

Marcelino Rodriguez

Para sermos espiritualmente educados, temos que desenvolver certas características no caráter, tais como doçura, sensibilidade, paciência, intuição e misericórdia.
A mente humana e a educação laica, por si só, não nos dão essas características todas, salvo milagres . A educação laica considera que o ser humano já é alguém pronto, bastando apenas melhorá-lo um pouquinho. A falta de educação espiritual é a maior causa da violência moderna.
Esses dias, li no jornal El pais, num artigo do jornalista Juan Arias, que um apresentador de televisão, responsável por falar para uma massa incalculável de pessoas , debochou ferozmente da existência do anjo da guarda, usando palavras chulas.
O apresentador é parte de uma sociedade massivamente ignorante, educada sem cultura, sem conhecimento do sagrado, que nada tem a ver com essa ou aquela crença, incapaz de respeitar um anjo.
Infelizmente, apenas 1,5 por cento da população sabe falar com seu anjo da guarda, através de sua oração tradicional. Oremos pelo apresentador que forma opinião e, mais ainda, por quem acredita que ele é inteligente.
Quem acredita em Jesus Cristo tem que , forçosamente, acreditar nos anjos. Ou o apresentador desconhece “ a tentação do deserto?”. Faz tempo escrevi que ,no Brasil, até anjo apanha. Ainda tá valendo.

O POVO DO LADO NEGRO

O POVO DO LADO NEGRO

Marcelino Rodriguez

A grande armadilha que pode pegar desprevenidos aqueles que não tiveram boa formação na infância, ou seja, que não leram contos de fadas suficiente, é não identificar o lobo mau nas pessoas que buscam “sabedoria mental” e não saem dessa esfera.
Os sábios verdadeiros não são pessoas que fazem discursos sobre o coração. Tampouco falam em solidariedade da boca pra fora. Ou dão ares de erudição pedante. Palavras bonitas não são verdadeiras, diz o Tao, a não ser em alguns casos, quando se trata de alguns poetas iluminados falando.
Na verdade, o povo do lado negro , em geral, estão querendo mostrar que são do lado da luz e entram de penetras nas escolas de cavaleiros. Em geral , tomam o lugar dos mestres, que nessas alturas, já saíram pelas portas dos fundos.
O povo da luz, discreto e reservado, em geral só aparece quando o sol os revelam, porque eles parecem bastante tolos aos olhos do mundo: “eis que vos mando como cordeiros no meio dos lobos”, disse o Messias.
Quem ama Deus pratica o amor, não filosofias.

 

O SAGRADO PERDIDO DA IGREJA

Quem não tem uma compreensão espiritual da vida, pensa que todas as coisas que acontecem no plano terreno são obras apenas da humanidade. Hoje, ao nos depararmos com o estado do mundo degenerado, nos perguntamos: o que aconteceu? Onde foi que se perdeu o sentido? O que são todas essas aberrações, que estamos vendo e sofrendo?

A grande perda que a humanidade sofreu foram os valores místicos da igreja. Sua espiritualidade. Estou falando aqui da igreja católica e das protestantes esclarecidas, não das igrejas de espetáculos e que funcionam também como um lugar onde se pede coisas. As igrejas se transformaram, a maioria, em mercados e a alma humana, claro, se tornou mercenária também nessa área.

Que valores místicos? A delicadeza, o respeito ao outro, aos símbolos, a reverência ao silêncio e o respeito ao sobrenatural. Só no deserto Jesus, que nunca foi um popstar, passou quarenta dias. O que os seres trevosos fizeram foi fazer parte da humanidade – parte grande – acreditar que todos aqueles santos e anjos e símbolos nada são e criaram esse relativismo atual onde nada é.

A humanidade precisa mais da igreja do que de dinheiro. As igrejas precisam mais de oração e estudo do que de shows. O caminho da alma humana não é, necessariamente, um caminho de entretenimento. O jogo espiritual é duro. O mais mortal dos combates.

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A MULHER DO NINJA

A MULHER DO NINJA

Marcelino Rodriguez

Natanael ficava bastante curioso de saber como o seu mestre, o Ninja, vivia com Madalena trinta anos numa harmonia que parecia que o casal havia treinado por séculos. Um dia, aproveitando que o Ninja tinha se dado ao luxo de tomar uma chandon a mais, resolveu descobrir o segredo do casal...
— Mestre, posso perguntar uma coisa?
— Pode, gafanhoto.
— A dona Madalena nunca discutiu com o senhor?
— Uma única vez, para me pedir em casamento. Não tive escolha.
— Como assim, mestre?
— Madalena passou comigo fome, frio, calor, duas guerras mundiais, balas perdidas, seqüestros, inundações, terremotos, ameaça de apocalipses, pesadelos, falências e um dia, duas semanas após eu ganhar minha fortuna como Ninja Maior, ela me chamou para discutir relação, trazendo uma dessas chandons que você me vê bebendo hoje. Lembro bem: era uma noite de lua cheia. Foi quando ela disse:
— Amor, vamos discutir a relação?
— Tá bom, amor, pode dizer onde eu assino – foi tudo que eu disse, gafanhoto. Madalena também é da raça das Ninjas.

NOVA APRESENTAÇÃO DE AMERICA, PAIXÃO IMORTAL

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APRESENTAÇÃO DO AMIGO PAULO CESAR PARA A 3 EDIÇÃO DO LIVRO “AMERICA, PAIXÃO IMORTAL”
” Torcer pelo America vai muito além da bola, do jogo, e muito mais além dos resultados…
Torcer pelo America seria como se recusar a tirar da memória aquele mesmo aroma antigo das ruas e calçadas cariocas, e respirá-lo, e ao ver o time entrando em campo sentir a mesma felicidade de bater bola no terreno baldio ao lado, como fazíamos antigamente, com as pipas cruzando o céu sobre as nossas cabeças, nas encaloradas porém sempre agradáveis tardes suburbanas…, atmosfera de plácidos cenários que não existem mais…
Torcer pelo America é e será para sempre amar a beleza do simples, saborear o passado glorioso como se tivesse sido ontem, e por ele reunir forças para resgatá-lo a qualquer momento…
Torcer pelo America é morrer de saudades do antigo e tão simplório Estádio do Andaraí…
Neste livro, Marcelino retrata exatamente esta maneira de ser, ou seja, um perfil de torcedor que tem apenas no inconsciente a resposta do porquê ser americano, já que materializá-la traduzindo em palavras é algo que se perde em meio a tanto sentimento.
Viajem então nesta fantasia real e tão bem conduzida pelo excelente autor, que mais uma vez
nos brinda e mais uma vez enobrece o nosso querido America Football Club. ”

Paulo Carreira é arquiteto, empresário, torcedor do America e titular da página “America FC do Rio de Janeiro e Suas Histórias Contadas pelos Torcedores”