Entrevistas

SÁBADO, 19/11/2011 – Rio de Janeiro

“O TIGRE DE DEUS EM SEU JARDIM” –  VANGUARDA LITERÁRIA;

Um homem. Uma mulher. Um cavaleiro Templário. Uma história comovente de amor , drama e misticismo do jovem escritor Marcelino Rodriguez, primeiro autor do selo independete da Vanguarda Literária, cultura de primeira linha.

Marcelino Rodriguez

Vanguarda Literária – Fale sobre seu novo livro “O Tigre De Deus Em Seu Jardim”, o primeiro sob o nosso selo.

– Sempre me disseram que eu deveria escrever minha biografia, pois sou considerado um autor atípico, Cult. No ano de 2006, porém, encontrei duas pessoas que levaram-me a experiências extremas no campo da afetividade e da espiritualudade; ele, um mestre do misticismo templário e ela uma linda jovem de vinte e quatro anos. Tive várias experiências sobrenaturais, inclusive uma visão de Nossa Senhora; na verdade, já tive três, mas no livro conto apenas uma delas. Eu nem sabia que existia essa coisa toda, mas o mestre, que é um jovem paulistano, jurava de pé junto que eu era um deles. Pegando esse gancho, falo um pouco das minhas viagens e o lado poético da minha biografia. É minha primeira novela.

– Vanguarda Literária.

Você é dos jovens autores um dos mais publicados e menos divulgados, embora tenha recentemente sido citado na biografia do Paulo Coelho, como você sente você e sua obra?

– Bem, na verdade, acho que eu mesmo não faço muita questão de massificar meu nome, o que seria fácil e com pouco investimento. Sou uma pessoa despretensiosa e eu mesmo me espanto com certas coisas. Ter sido citado na Biografia do Paulo muito me orgulha, pois gosto do trabalho dele. Foi na editora dele que publiquei meu primeiro trabalho em 1986. Se a internet fosse do alcance das TVS eu seria já uma celebridade quase “involuntária”,  O que me agrada saber é que estou passando a mensagem, minha alma compartilhando, o RESTO É SECUNDÁRIO.

Vanguarda Literária – O que o fez trocar um grande centro como o Rio de Janeiro por cidades do interior?

– Vários fatores. Sossego, custo de vida, paz.; Não é a ambição que me move, mas a felicidade.  Ou contentamento.

Vanguarda Literária – Como você vê a literatura no mundo de hoje?

Bem, eu vivo no Brasil e aqui há fatores que diferenciam bastante. O povo lê pouco, quase nada. O que dá uma baixa grande de vários matizes na vida de um autor. Inclusive nas suas relações pessoais. Imagina que mesmo pessoas que te conhecem pouco se importa se você está lançando livro novo ou não. Aliás, meu livro critica de uma forma impiedosa esse descaso do país com livros e leitura. A meu ver, chega a ser surreal. Evidente que nuna sociedade que não dá valor a cultura, o melhor que faz um autor que não conta com máquina de apoio das grandes editoras e mídias de preservar-se.

Vanguarda Literária –  O que você espera da trajetória de “O Tigre De Deus Em Seu Jardim”?

Vender os direitos para serem filmados. Escrevi muitas cenas pensando em como ficaria nas telas. Eu penso muito por imagens. O livro parece curto, mas é denso. Metafórico.

Vanguarda Literária – Boa Sorte pra você, Marcelino.

Obrigado.

Domingo, 3 de abril de 2005

Entrevista concedida ao Site Resenhando sobre o livro “Bom Dia, Espanha!”

Por: Mary Ellen Farias dos Santos

“A leitura é vital para o indivíduo e para os povos. Um povo sem leitura é um povo subjugado.” – Marcelino Rodriguez

Marcelino Rodriguez, é um escritor hispano-brasileiro, de 38 anos. Poeta e escritor desde a adolescência, publicou o primeiro poema em 1986, na Shogun Arte editora, do casal Paulo Coelho e Cristina Oiticica.

Em 1996, lançou o livro de crônicas o “Observador de Pardais” e estréia como cronista. Na seqüência foram os títulos: “O Espião de Jesus Cristo” 1999, “Juvenília” 2000, “Café Brasil” 2001, “A Ilha” 2001, “Boneco de Deus” 2002, “Mar, Romântico Mar” 2002, prêmio Pérgula Literária Internacional e Ação Cultural.

Em 2000 tornou-se editor da Luz do Milênio Editora. Em janeiro de 2004 viajou e residiu na Argentina por dois meses. Portador de dupla nacionalidade, esse é Marcelino, um hispano-brasileiro.

RESENHANDO – Qual o sentimento de ter um livro publicado?
MARCELINO – Bem, eu sempre editei de forma independente, por editoras cooperativadas, em que o autor paga a edição. Meu primeiro livro solo foi em 1996, O Observador de Pardais. Em 2000, fundei a Luz do Milênio Editora e passei a usar sua chancela. Mas as grandes editoras ainda não tive muita paciência de ficar esperando. Preciso produzir para sobreviver física e psicologicamente. Não é preciso dizer, acho, que escritor sofre um bocado até poder andar sobre as palmeiras…

RESENHANDO – Há quanto tempo está produzindo esta obra?
MARCELINO – Boa pergunta. Em Janeiro de 2004, não tendo condições nem financeiras nem morais de permanecer no Brasil naquele momento, oficializei minha cidadania espanhola e fui para a Argentina, Córdoba. Alguns textos, escrevi ainda no Brasil e se pode perceber o exílio e a solidão do período no ano de 2003. Com os textos escritos na Argentina e mais os que escrevi ao retornar, em março de 2004 até fevereiro desse ano, posso dizer que foram dois anos de tempo convencional. Bom Dia, Espanha! é meu livro mais importante, mais lúcido, onde assumo de forma obstinada minha hispanidade, mais ainda do que a condição européia, porque a língua e os costumes de Espanha estão em toda a outra parte da América-Latina. Inicialmente , em 2001, programei uma
viagem a Cuba que acabou não saindo. Em 2004, enfim, cumpri o destino que estava no sangue e tive que me acertar com o espanhol que há em mim. A Argentina foi uma revelação. Hoje, compreendo que a verdadeira cidadania é sanguínea, pois não importa a terra em que vamos nascer. Importa antes essa que temos geneticamente e vai nos dar o corpo, elementos psicológicos, insights ancestrais, etc. Demorei muito tempo para perceber o óbvio. Ou seja, que eu sou um híbrido. Em qualquer país de língua espanhola sinto-me em casa. Uma colega ítalo-boliviana, descreveu sua condição de híbrida da seguinte maneira: “Não me sinto nem completamente
italiana nem completamente boliviana. Me sinto um ser híbrido, cidadã do mundo, estrangeira em toda parte”. Na verdade, nós híbridos somos muito sensíveis. Essa obra então, finalizando, posso dizer que foi uma obra de revelação de vida. Assim que nasci com ela e por ela.

RESENHANDO – Fale sobre o livro que escreveu.
MARCELINO – É um livro autoral que acaba sendo universal pelos acontecimentos em Madri e pelo arquétipo de um artista perdido em busca de um porto e de um filho de imigrante buscando uma pátria.

RESENHANDO – Qual o estilo da sua obra? Porque?
MARCELINO – Minha obra é autoral, na maioria das vezes. Muitas vezes foi autobiográfica. Até ingenuamente de minha parte. Um livro de poesia em que há grandes momentos… É uma obra que tem lampejos, muita sensibilidade, humor, muita vida… Para o que a vida me deu como infra-estrutura e a maneira precária da troca cultural no Brasil, posso dizer que fui muitas vezes heróico. Espero daqui por diante com mais recursos e reconhecimento, com mais apoio, ter mais zelo com minha literatura.

RESENHANDO – Como e quando começou a escrever? O que escrevia? Por que?
MARCELINO – Comecei na adolescência, por volta dos 17, 18 anos escrevia poesia basicamente. Aliás, virei escritor além de poeta porque percebi que não sobreviveria com lirismo apenas. Quem me abriu as portas da revelação foi meu colega Jose Enokibara, um poeta independente muito bom. Pouco divulgado, infelizmente. A partir de lê-lo, descobri que era poeta. Foi meu primeiro ídolo.

RESENHANDO – Quais as dificuldades encontradas para publicar a primeira obra?
MARCELINO – Se o autor tiver algum dinheiro, ele pode pagar a edição como fazem quase todos os escritores. Sem essa condição, ele terá que tentar o mercado convencional que é pedreira. Mas a regra quase geral é o início alternativo e independente.

RESENHANDO – Para ler, qual o seu estilo preferido?
MARCELINO – Eu escrevi uma crônica sobre o Nilton Bonder em que falo que meu conceito de literatura seria a arte de interpretar O absoluto via palavras. Sendo assim, gosto dos leitores metafísicos, místicos, autores, que além do lado estético me tragam mais conhecimento. Na verdade, a condição espiritual da vida é que sempre busquei entender. Acho que todo livro deve acrescentar algo na alma do leitor. Meu estilo preferido são relatos das descobertas que os autores fazem com a alma. “Gosto de livros escritos com sangue”, dizia Niesztche. É por ai.

RESENHANDO – Há alguma obra em especial que tenha marcado um momento importante da sua vida? Qual? Por que?
MARCELINO – Sim. Claro. Shopenhauer, com As Dores do Mundo, Niesztche com Assim Falou Zaratustra, na adolescência, mais tarde um pouco, Fernando Pessoa, Paulo Coelho com o Diário
de um Mago e Nilton Bonder com Portais Secretos, livro que li seis vezes. Foram obras que me mudaram.

RESENHANDO – Na sua opinião, há interferência entre o que o escritor vive com o que escreve? Porque?
MARCELINO – Entendo que sim. Todo livro é, em algum nível, autobiográfico.

RESENHANDO – Na sua opinião é real o incentivo à leitura que tanto se comenta? O que acha da ação concreta do governo federal sobre a lei que desonerou o livro do PIS/Confins?
MARCELINO – Não. É demagógico “os incentivos”. Tanto assim que não há programas televisivos que abordem a questão da informação e cidadania. A leitura é vital para o indivíduo e para os povos. Um povo sem leitura é um povo subjugado. Deve-se trabalhar no ensino fundamental e no médio. Principalmente. A leitura forma cidadãos e valores. O jovem chega no Brasil as universidades sem nenhum senso de cidadania e patriotismo, então vemos juizes, médicos, advogados e outros seres de “nivel superior”, sem um mínimo caráter. Quanto a lei , é boa. A questão é ver se vai funcionar.

RESENHANDO – Que nomes da literatura lhe influenciaram na escrita?
MARCELINO – Muita gente. Jorge Amado. Jorge Luis Borges. Fernando Pessoa. Drummond. Cecília Meirelles. Mário Quintana. Paulo Coelho. Nilton Bonder. Os cronistas. Etc.

RESENHANDO – Você acha que o avanço tecnológico, como por exemplo, o computador e a internet, estão afastando as pessoas dos livros?
MARCELINO – Não. Pelo contrário. Está fazendo as pessoas escreverem, se comunicarem através de blogs. A internet pra mim, é a maior invenção humana.

RESENHANDO – Qual a importância do incentivo à leitura para o público infantil?
MARCELINO – Vital. Não dar livros as crianças é um crime ideológico contra a natureza humana.

RESENHANDO – O que a literatura representa em sua vida?
MARCELINO – Parte substancial
da
minha vida, já que vivo de acordo com minhas idéias.

RESENHANDO – Quais as suas perspectivas no universo editorial?
MARCELINO – Ter garantida a minha sobrevivência como autor e contribuir com livros que tornem a vida mais leve. “Bom Dia, Espanha” já foi uma escolha estética.

PING-PONG:

Cidade que nasceu: Rio de Janeiro. Espanhol por ascendência paterna. Meu pai era da Galicia.
Ano de nascimento: 1966. Dia 27 de agosto – sob o signo de virgem.
Gosto de: Gente responsável.
Detesto: O oposto.
Vivo por: Modo espiritual. Penso sempre na questão da possível eternidade de tudo.
Meus escritores favoritos são: Nilton Bonder, Paulo Coelho, Gabriel Garcia Marques. Graciliano Ramos.
Escrevo por: Necessidade. Vocação.
Mensagem para o público que irá conferir a sua obra: Foi escrita com uma paixão nobre em que procurei sempre dar o melhor. Bom Dia, Espanha é a metáfora da minha condição humana.

Depois do rebaixamento, ano passado, para a Segunda Divisão do Campeonato Carioca, a torcida do América começa a se acostumar com a dura realidade em que o clube se encontra. A competição terá na início no final de julho.

Os torcedores ainda não conhecem os elencos das equipes adversárias, que ainda estão em fase de formulação, mas já destacam os prováveis algozes na disputa pela classificação à 1ª Divisão do estadual.

O compositor e percussionista Jorge do Batuke diz que é “difícil destacar [alguma equipe], pois ainda estamos longe da competição”. Mas ele dá seu palpite: “Times como Olaria, Nova Iguaçu e Aperibense foram bem na última edição”.

Perguntado se vai acompanhar o Diabo no estádio, o torcedor foi categórico: “O pacto de vitórias do América é `Nunca abandonar o América mesmo nas maiores crises`. Cumpro-o à risca”, afirma.

O escritor Marcelino Rodriguez também não possui muitas informações acerca dos adversários, mas acha que “os times apoiados por prefeituras e empresas devem ser mais fortes que os tradicionais que disputavam o Campeonato Carioca, como São Cristovão e Bonsucesso, por exemplo”.

Ele garante que vai apoiar o clube nos jogos da Segundona. “Eu estou apoiando a nova diretoria com o que posso fazer do meu trabalho e diria que nós, torcedores, estamos muito mordidos com a covardia que fizeram de tirar o América do rol dos grandes do estadual do ano passado, que favoreceu claramente Flamengo, Fluminense, Botafogo e Vasco”, reclama. Mas ele reafirma o quão “gratificante é para mim estar com a torcida do América, pois tenho grandes amigos por lá”.

O América terá pela frente 25 equipes na luta para se reerguer. É a primeira vez que a tradicional equipe carioca disputa a Segunda Divisão do Campeonato Carioca.

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